ESTRUTURAS DE GOVERNANÇA COMO ATENUANTES DO PODER DE COMPRADOR: UM MODELO CONCEITUAL

Rejane Heloise dos Santos, José Paulo de Souza

Resumo


O poder de comprador ou poder de monopsônio da Organização Industrial (OI)  pode ocasionar uma série de prejuízos econômicos e ainda assim é um tema pouco explorado na literatura. Ao se buscar estruturas que possam minimizar os desequilíbrios por ele acarretados, o olhar da Nova Economia Institucional (NEI) por meio da Economia dos Custos de Transação (ECT) oferece uma possibilidade de complementaridade à teoria em questão que pode gerar eficiência e competitividade à firma. O objetivo do presente estudo, portanto, é estabelecer relações entre as duas teorias e demonstrar que a escolha de uma estrutura de governança apropriada pode atenuar o poder de comprador, gerando competitividade para a firma. Por meio de uma pesquisa qualitativa, descritiva e documental, foram explorados os principais aspectos concernentes aos dois quadros teóricos, bem como a complementaridade entre os dois. Um modelo conceitual foi elaborado, com apoio do modelo de Farina (1999) visando demonstrar que a escolha de uma estrutura de governança apropriada pode atenuar o poder de comprador, gerando competitividade à firma, de modo que seus mecanismos de coordenação possam interferir positivamente nos arranjos contratuais complexos de forma a gerar eficiência e reduzir poder de mercado.


Palavras-chave


Poder de comprador; Poder de monopsônio; Estrutura de governança; Economia dos Custos de Transação.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Revista Conbrad

Qualis B5