“Nossa Imagem Não É Boa Para Diversos Estabelecimentos e até Empresas”: O Mercado de Trabalho e as Organizações como Agentes Transfóbicos

Renan Gomes de Moura

Resumo


As relações estabelecidas entre o eu e o outro produzem situações que possibilitam a percepção da presença do medo, da segregação e da exclusão quanto o sujeito são mulheres trans. Nesse sentido a noção do outro remete à diferença como um fator constitutivo da vida social, pois ele é produzido através da dinâmica das relações sociais. Segundo dados da Articulação Nacional de Travestis e Travestis (ANTRA), 90% das travestis e travestis estão se prostituindo no Brasil, logo não estão no mercado de trabalho formal. O objetivo final deste artigo consistiu em realizar um estudo acerca dos entraves e desigualdades enfrentados pelo transgênero quando de sua inserção no mercado de trabalho. O acesso aos sujeitos foi feito a partir de um grupo destinado a travestis em uma rede social. O instrumento utilizado para a de produção dos dados baseou-se em um roteiro estruturado contendo 10 perguntas. As entrevistas ocorreram no período de maio a julho de 2016 e foram entrevistadas doze travestis, algumas em regime de trabalho autônomo e outras - uma “minoria” - em regime CLT. Dentre os diversos pontos levantados, pode-se dizer que dentre os maiores entraves e barreiras enfrentados pelas travestis, quanto sua inserção no mercado de trabalho, está a falta de reconhecimento do nome social e a vinculação da imagem da travesti com a prostituição.


Palavras-chave


Transfobia. Mercado de trabalho. Organizações. Travestis

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Direitos autorais 2018 Revista Conbrad [ISSN 2525-6815] Qualis B5

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